Por Emir Sader
Esse é o lema predominante no capitalismo contemporâneo. Universalizado a partir da Europa ocidental, o capitalismo desqualificou a todas outras civilizações como ‘bárbaras”. A ponto que, como denuncia em um livro fundamental, Orientalismo, Edward Said, o Ocidente forjou uma noção de Oriente, que amalgama tudo o que não é Ocidente: mundo árabe, japonês, chinês, indiano, africano, etc. etc. Fizeram Ocidente sinônimo de civilização e Oriente, o resto, idêntico a barbárie.
No cinema, na literatura, nos discursos, civilização é identificada com a civilização da Europa ocidental – a que se acrescentou a dos EUA posteriormente. Brancos, cristãos, anglo-saxões, protestantes – sinônimo de civilizados. Foram o eixo da colonização da periferia, a quem queriam trazer sua “civilização”. Foram colonizadores e imperialistas.
Emir Sader, sociólogo e cientista, mestre em filosofia política e doutor em ciência política pela USP - Universidade de São Paulo.
Texto completo postado site da Carta maior:
http://www.cartamaior.com.br/templates/postMostrar.cfm?blog_id=1&post_id=604
domingo, 7 de novembro de 2010
Aécio nos embalos da ultradireita: até 'Sual Alteza Imperial' palestra sobre reforma agrária
O Instituto Millenium promove um Fórum em Minas Gerais, com a benção de Aécio Neves, e escolhe para palestrar sobre Reforma Agária... um monarquista, além da Senadora Kátia Abreu (DEMos/TO).Mas o monarquista não é um qualquer, é "Sua Alteza Imperial e Real, o Príncipe" Dom Bertrand de Orléans e Bragança, descendente da família real, membro da TFP, coordenador e porta-voz do movimento Paz no Campo (uma espécie de anti-MST ideológico), cuja sede é no mesmo endereço da Associação dos Fundadores da TFP."Sua alteza" percorre o Brasil fazendo conferências para ruralistas e empresários. Do "alto de sua realeza", considera a Reforma Agrária e os movimentos sociais "nocivos" para os "rumos da civilização cristã", construída na concepção de seus antepassados, onde o lugar que cabia ao trabalhador rural era a senzala.No mesmo Fórum, intitulado "1ª Edição MG – Fórum da Liberdade: Os Valores da Liberdade", Roberto Civita, o dono da revista Veja, recebe (ou entrega, não está claro na programação) o "Prêmio Liberdade".Além de "Sua Alteza Imperial", e além de Aécio Neves (PSDB/MG), o governador Anastasia (PSDB/MG) palestra na abertura, e o ex-presidente FHC encerra o Fórum.
Publicado no blog Amigos do Presidente:
http://osamigosdopresidentelula.blogspot.com/2010/11/aecio-nos-embalos-da-ultradireita-ate.html
Publicado no blog Amigos do Presidente:
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sábado, 6 de novembro de 2010
Bomba! Bomba! A próxima capa da veja
Qual a capa você gostaria de ver na Veja?


Retirado do blog "Conversa Afiada" de Paulo Henrique Amorim
http://www.conversaafiada.com.br/pig/2010/11/03/bomba-bomba-a-proxima-capa-da-veja/
http://www.conversaafiada.com.br/pig/2010/11/03/bomba-bomba-a-proxima-capa-da-veja/
Serra tenta um terceiro turno em Biarritz e perde de novo
Por Luis Leblon
Na mesma sexta-feira em que o Presidente Lula fez um balanço das eleições, em cadeia nacional, no qual exortou situação e oposição a defenderem seus pontos de vista respeitando-se mutuamente, o candidato derrotado José Serra disparava uma saraivada de críticas ao chefe de Estado brasileiro em palestra proferida em Biarritz, na França.Depois de acusar o governo de se unir a ditaduras e, Lula, de praticar 'populismo de direita' em matéria econômica --numa referencia à valorização do real, que o solerte tucanoa acredita sr um probelma de cunho apenas nacional...-- , o ex-governador de SP foi interrompido pelo grito vindo da platéia: "Por qué no te callas!?". Houve um enorme alvoroço na sala e bate boca entre o conferencista e presentes --detalhes omitidos pela cobretura da mídia democtucana, naturalmente. Inútilmente. O episódio incorpora-se à biografia do candidato derrotado como uma espécie de bolinha de papel sonora que vai marcá-lo definitivamente, tanto quanto o episódio original. Urbi et orbe Serra justifica a fama de personagem arestoso, dotado de conveniente desapego à verdade e um reptilíneo pendor pelo método da calúnia.
Postado por Saul Leblon às 03:05 do dia 6/11/2010 em Carta Maior
http://www.cartamaior.com.br/templates/postMostrar.cfm?blog_id=6&post_id=606
Na mesma sexta-feira em que o Presidente Lula fez um balanço das eleições, em cadeia nacional, no qual exortou situação e oposição a defenderem seus pontos de vista respeitando-se mutuamente, o candidato derrotado José Serra disparava uma saraivada de críticas ao chefe de Estado brasileiro em palestra proferida em Biarritz, na França.Depois de acusar o governo de se unir a ditaduras e, Lula, de praticar 'populismo de direita' em matéria econômica --numa referencia à valorização do real, que o solerte tucanoa acredita sr um probelma de cunho apenas nacional...-- , o ex-governador de SP foi interrompido pelo grito vindo da platéia: "Por qué no te callas!?". Houve um enorme alvoroço na sala e bate boca entre o conferencista e presentes --detalhes omitidos pela cobretura da mídia democtucana, naturalmente. Inútilmente. O episódio incorpora-se à biografia do candidato derrotado como uma espécie de bolinha de papel sonora que vai marcá-lo definitivamente, tanto quanto o episódio original. Urbi et orbe Serra justifica a fama de personagem arestoso, dotado de conveniente desapego à verdade e um reptilíneo pendor pelo método da calúnia.
Postado por Saul Leblon às 03:05 do dia 6/11/2010 em Carta Maior
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sexta-feira, 5 de novembro de 2010
Plínio afirma que preferiria governo Serra ao de Dilma

Plínio deixa claro que considera que um eventual novo governo encabeçado pelo PSDB "seria ruim também". Ele avalia que a gestão de Dilma Rousseff, eleita no dia 31, é "um horror", e que ocorrerá uma nova forma de mensalão. "No (eventual governo) Serra, temos a repressão, em Lula a cooptação", qualificou. "Acho mais favorável (para a esquerda) a repressão, que aliás já enfrentei. Mas é melhor porque a repressão unifica, as pessoas se unem, vão para as ruas", especulou.
Fiz questão de negritar o parágrafo acima para que ressaltar alguns depoimentos do senhor Plínio de Arruda Sampaio que eu considero importantíssimos para serem debatidos.
Quando li, sobretudo, a seguinte frase: "Acho mais favorável (para a esquerda) a repressão, que aliás já enfrentei.", confesso, fiquei absolutamente chocado.
Vejam, jamais utilizaria qualquer argumento contrário a este senhor em função da sua idade avançada em razão do enorme respeito e carinho que tenho pelos anciãos. Além do mais, é importante mencionar que os estudos de história, sociologia e antropológia registram em muitas culturas deste planeta a importância fundamental dos mais velhos, onde são considerados os guardiões da sabedoria e respeitados como tal.
Fiz questão de negritar o parágrafo acima para que ressaltar alguns depoimentos do senhor Plínio de Arruda Sampaio que eu considero importantíssimos para serem debatidos.
Quando li, sobretudo, a seguinte frase: "Acho mais favorável (para a esquerda) a repressão, que aliás já enfrentei.", confesso, fiquei absolutamente chocado.
Vejam, jamais utilizaria qualquer argumento contrário a este senhor em função da sua idade avançada em razão do enorme respeito e carinho que tenho pelos anciãos. Além do mais, é importante mencionar que os estudos de história, sociologia e antropológia registram em muitas culturas deste planeta a importância fundamental dos mais velhos, onde são considerados os guardiões da sabedoria e respeitados como tal.
Daí, portanto, o meu assombro diante de depoimentos tão escdruxulos e canalhas. Afirmar que o senhor Plínio de Arruda Sampaio está esclerosado eu também não podeira fazê-lo já que não sou médico e muito menos estive com ele para poder fazer qualquer suposição desta natureza. Portanto, só me resta afirmar com bastante convicção: este homem é um grande canhalha!!!
Afirmo isto porque não posso admitir que uma pessoa que tenha vivido e, segundo o próprio, enfrentado "os anos de chumbo" da ditadura imposta no Brasil a partir de 1964, tenha coragem de afirmar que a repressão é mais favorável para a esquerda. Fico pensando numa mãe, numa esposa, num irmão, num pai, num amigo que tenham perdido um ente querido morto pela terrível repressão que se intalou no Brasil durante mais de vinte anos. Não é possível que a mágoa que o senhor Plínio tenha do Partido dos Trabalhadores, partido este que ele ajudou a fundar, justifique esta afirmação bizarra. Portanto, só me resta afirmar categoricamente: Plínio Soares de Arruda Sampaio é um tremendo canalha!!!
Caso alguém queira conhecer o conteúdo integral da entrevista do canalha basta acessar o link abaixo.
Link do Jornal do Brasil
Afirmo isto porque não posso admitir que uma pessoa que tenha vivido e, segundo o próprio, enfrentado "os anos de chumbo" da ditadura imposta no Brasil a partir de 1964, tenha coragem de afirmar que a repressão é mais favorável para a esquerda. Fico pensando numa mãe, numa esposa, num irmão, num pai, num amigo que tenham perdido um ente querido morto pela terrível repressão que se intalou no Brasil durante mais de vinte anos. Não é possível que a mágoa que o senhor Plínio tenha do Partido dos Trabalhadores, partido este que ele ajudou a fundar, justifique esta afirmação bizarra. Portanto, só me resta afirmar categoricamente: Plínio Soares de Arruda Sampaio é um tremendo canalha!!!
Caso alguém queira conhecer o conteúdo integral da entrevista do canalha basta acessar o link abaixo.
Link do Jornal do Brasil
quinta-feira, 4 de novembro de 2010
Mil Palavras

Versátil, roteirista de Ladrões de Bicicleta (1948) Suso D’Amico foi além
Por José Geraldo Couto
Se não tivesse feito mais nada, a romana Suso Cecchi D’Amico (1914-2010), que morreu em 31 de julho, aos 96 anos, mereceria figurar na história do cinema pela pungente sequência final que escreveu para Ladrões de Biclicleta (1948), de Vittorio De Sica: na saída de um jogo de futebol, um trabalhador desempregado é pego roubando uma bicicleta e sofre diante do filho uma humilhação brutal.
Mas Suso, cujo nome de batismo era Giovanna, fez muito mais que isso. Ao longo de seis décadas, participou da escrita de mais de cem filmes, em alguns deles sem receber o devido crédito, caso de A Princesa e o Plebeu, de William Wyler, e Caravaggio, de Derek Jarman.
Sua entrada no mundo do cinema se deu de modo curioso. Filha de um escritor e uma pintora, ela tinha feito traduções e trabalhado como secretária de um ministério até ser chamada pela produção do clássico neorrealista Roma, Cidade Aberta para dar aulas de boas maneiras a Maria Michi e de conversação em inglês a Giovanna Galletti, atrizes do filme.
Criativa, versátil e laboriosa, Suso D’Amico trabalhou com os principais diretores italianos de seu tempo. Escreveu comédias para Monicelli, épicos políticos para Francesco Rosi, dramas existenciais para Antonioni.
Sua parceria mais profícua foi com Luchino Visconti. A partir de Belíssima (1951), participou da escrita de todos os filmes do mestre. Desprovida de vaidade, Suso trabalhava frequentemente em colaboração com outros escritores e dizia que, no cinema, “a palavra está a serviço da imagem”. Poucos entenderam isso. Poucos criaram como ela palavras e imagens tão duradouras.
Acesse o link abaixo e confira as dicas de José Geraldo Couto sobre outros filmes que tiveram a participação de Suso Cecchi D’Amico:
http://www.cartacapital.com.br/cultura/mil-palavras
*José Geraldo Couto publica em CartaCapital todas as semanas uma coluna sobre cinema intitulada "Na Calçada da Memória"
A oposição no divã

Por Lúcia Avelar - professora titular de Ciência Política/Instituto de Ciência Política/Universidade de Brasília. Pesquisadora do CNPq. Membro da Comissão Brasileira de Justiça e Paz
As legendas de centro-direita terão de mudar a forma de recrutamento e de organização e apresentar seu programa de governo com mais clareza
"A vitória de Dilma Rousseff tem bases mais sólidas do que parece à primeira vista. Não se deve apenas à popularidade de Lula e ao bom desempenho da economia. Há um realinhamento eleitoral que vem se desenhando desde 1994, o adensamento da sociedade civil organizada, a percepção de que há governos que fazem diferença – para melhor – na vida das pessoas, a emergência de um sentimento de identificação e solidariedade com a coletividade destituída, e de que é possível governar também para ela."
Leia o texto completo no link abaixo retirando do site da Revista CartaCapital
http://www.cartacapital.com.br/politica/a-oposicao-no-diva/print/
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