sábado, 28 de agosto de 2010

COMO SERIA O SENADO SE AS ELEIÇÕES FOSSEM HOJE, DE ACORDO COM AS PESQUISAS

Quando o presidente Lula foi eleito pela primeira vez em 2002 eu só lamentava porque aquela eleição não aconteceu na sua primeira candidatura. Pensava nas inúmeras privatizações do FHC que teriam sido evitadas caso o Lula tivesse sido eleito antes. Mas a minha "dor" passou quando o próprio presidente Lula afirmou que dificilmente governaria caso tivessa conquistado a presidencia em 2002, afinal, não teria apoio no congresso e no senado. Portanto, agora, diante desses índices nas pesquisas para o senado federal vejo que a companheira Dilma terá muito mais facilidade de governar e aprovar seus projetos. Vejam o quadro bastante favorável à candidata "eleita".


COMO SERIA O SENADO SE AS ELEIÇÕES FOSSEM HOJE, DE ACORDO COM AS PESQUISAS

Leia também:
Se fosse eleita hoje, Dilma teria 58% do Senado


ACRE
Tião Viana (PT) – senador que prosseguirá no mandato – Dilma
Jorge Viana (PT) – Dilma
Sérgio Petecão (PMN) – Serra

ALAGOAS
Fernando Collor (PTB) – senador que prosseguirá no mandato – Dilma
Heloísa Helena (Psol) – Plínio de Arruda Sampaio
Renan Calheiros (PMDB) – Dilma AMAPÁ
José Sarney (PMDB) – senador que prosseguirá no mandato – Dilma
Valdez Góes (PDT) – DilmaGilvan Borges (PMDB) – Dilma

AMAZONAS
Alfredo Nascimento (PR) – senador que prosseguirá no mandato - Dilma
Eduardo Braga (PMDB) – Dilma
Arthur Virgílio (PSDB) – Serra

BAHIA
João Durval Carneiro (PDT) – senador que prosseguirá no mandato – Dilma
César Borges (PR) – Dilma
Lídice da Mata (PSB) – Dilma

CEARÁ
Inácio Arruda (PCdoB) – senador que prosseguirá no mandato – Dilma
Tasso Jereissati (PSDB) – Serra
Eunício Oliveira (PMDB) – Dilma

DISTRITO FEDERAL
Gim Argello (PTB) – senador que prosseguirá no mandato – Dilma
Cristovam Buarque (PDT) – Dilma
Rodrigo Rollemberg (PSB) – Dilma

ESPÍRITO SANTO
Renato Casagrande (PSB) – senador que prosseguirá no mandato – Dilma
Magno Malta (PR) – Dilma
Ricardo Ferraço (PMDB) – Dilma

GOIÁS
Marconi Perillo (PSDB) – senador que prosseguirá no mandato – Serra
Demóstenes Torres (DEM) – Serra
Lúcia Vânia (PSDB) – Serra

MARANHÃO
Epitácio Cafeteira (PTB) – senador que prosseguirá no mandato – Serra
Edison Lobão (PMDB) – Dilma
João Alberto (PMDB) – Dilma

MATO GROSSOJaime Campos (DEM) – senador que prosseguirá no mandato – Serra
Blairo Maggi (PR) – Dilma
Antero Paes de Barros (PSDB) – Serra

MATO GROSSO DO SUL
Marisa Serrano (PSDB) – senadora que prosseguirá no mandato – Serra
Delcídio do Amaral (PT) – Dilma
Dagoberto Nogueira (PDT) – Dilma

MINAS GERAIS
Eliseu Rezende (DEM) – senador que prosseguirá no mandato – Serra
Aécio Neves (PSDB) – Serra
Itamar Franco (PPS) - Serra

PARÁ
Mário Couto (PSDB) – senador que prosseguirá no mandato – Serra
Jader Barbalho (PMDB) – Dilma
Paulo Rocha (PT) - Dilma

PARAÍBA
Cícero Lucena (PSDB) – senador que prosseguirá no mandato – Serra
Cássio Cunha Lima (PSDB) – Serra
Efraim Morais (DEM) – Serra

PARANÁ Alvaro Dias (PSDB) – senador que prosseguirá no mandato – Serra
Roberto Requião (PMDB) – Dilma
Gleisi Hoffman (PT) – Dilma

PERNAMBUCO
Jarbas Vasconcelos (PMDB) – senador que prosseguirá no mandato – Serra
Humberto Costa (PT) – DilmaMarco Maciel (DEM) – Serra

PIAUÍ
João Vicente Claudino (PTB) – senador que prosseguirá no mandato – Dilma
Wellington Dias (PT) – Dilma
Mão Santa (PSC) – Serra

RIO DE JANEIRO
Francisco Dornelles (PP) – senador que prosseguirá no mandato – Dilma
Marcelo Crivella (PRB) – Dilma
Cesar Maia (DEM) – Serra

RIO GRANDE DO NORTE
Rosalba Ciarlini (DEM) – senadora que prosseguirá no mandato – Serra
Garibaldi Alves Filho (PMDB) – Dilma
José Agripino Maia (DEM) – Serra

RIO GRANDE DO SUL
Pedro Simon (PMDB) – senador que prosseguirá no mandato – independente
Germano Rigotto (PMDB) – independente
Paulo Paim (PT) – Dilma

RONDÔNIA
Acir Gurgacz (PDT) – senador que prosseguirá no mandato – Dilma
Ivo Cassol (PP) – Dilma
Valdir Raupp (PMDB) – Dilma

RORAIMA
Mozarildo Cavalcanti (PTB) – senador que prosseguirá no mandato – Serra
Romero Jucá (PMDB) – Dilma
Marluce Pinto (PSDB) - Serra

SÃO PAULO
Eduardo Suplicy (PT) – Senador que prosseguirá no mandato – Dilma
Marta Suplicy (PT) – Dilma
Orestes Quércia (PMDB) – Serra

SANTA CATARINA
Niúra Demarchi (PSDB) – senadora que prosseguirá no mandato – Serra
Luiz Henrique da Silveira (PMDB) – Serra
Paulo Bauer (PSDB) – Serra

SERGIPE
Maria do Carmo Alves (DEM) – senadora que prosseguirá no mandato – SerraAntonio Carlos Valadares (PSB) – Dilma
Albano Franco (DEM) - Serra

TOCANTINS
Kátia Abreu (DEM) – senador que prosseguirá no mandato – Serra
Marcelo Miranda (PMDB) – Dilma
João Ribeiro (PR) – Dilma

Composição por apoio aos candidatos
Dilma – 46
Serra – 32

Independentes – 2

Plínio de Arruda Sampaio – 1

Composição por partido
PMDB- 19
PSDB - 14
DEM – 11
PT – 10
PDT – 5
PTB - 5
PR – 5
PSB – 4
PP – 2
PRB – 1
PSC – 1
PPS – 1
Psol – 1
PMN – 1
PCdoB - 1

Discurso de Lula em Mato Grosso do Sul

Segue abaixo o discurso de Lula ontem em Mato Grosso do Sul. Vale a pena a leitura. Para assistir, o link do youtube é o

http://www.youtube.com/watch?v=keyVjdMFJec&feature=player_embedded

"A doença pior que existe na humanidade é o preconceito. E eu sei quanto preconceito eu fui vítima nesse país.Hoje eu brinco com o preconceito. Hoje eu falo “menas laranja” as pessoas acham engraçado, mas quando eu falava em 89 (1989), eu era um “analfa” (analfabeto). Pois a ignorância dos que me achava analfa era o de confundir a inteligência com o conhecimento e o aprendizado no banco da escolaridade. A ignorância, a ignorância de algumas pessoas que achavam que só tinha valor aquilo que vinha de fora. É americano? É maravilhoso! É europeu? É extraordinário! É chinês? É fantástico! É japonês? É nun sei o quê lá!… E se comportavam como se fossem cidadãos de segunda classe ou verdadeiros vira-latas que não se respeitavam porque não tinha auto-estima por si mesmo.Aah!… Quantas vezes me fizeram… Eu lembro Zeca (do PT), como se fosse hoje; uma vez eu estava almoçando na Folha de São Paulo; um diretor da Folha de São Paulo perguntou pra mim: “escuta aqui, ô candidato: o senhor fala inglês?” Eu falei: Não. “Como é que o senhor quer governar o Brasil se o senhor não fala inglês?” Eu falei: mas eu vou arrumar um tradutor. “Mas assim não é possível. Não é possível. O Brasil precisa ter um presidente que fala inglês.” E eu perguntei pra ele: Alguém já perguntou se o Bill Clinton fala português?Não. Mas eles achavam, eles achavam que o Bill Clinton não tinha a obrigação de falar português. Era eu, o subalterno, o país colonizado que tinha que falar inglês e não eles falar português.Teve uma hora Zeca, que eu me senti chateado e me levantei da mesa e falei: eu não vim aqui pra dar entrevista. Eu vim pra almoçar. Se isto é uma entrevista eu vou embora. Eu levantei, larguei o almoço, peguei o elevador e fui embora. Vou terminar o meu mandato Zeca, sem precisar ter almoçado em nenhum jornal, em nenhuma televisão pra terminar o meu mandato. Também nunca faltei com o respeito com nenhum deles. Já faltaram com o respeito comigo. E vocês sabem o que fizeram comigo. Se dependesse de determinados meios de comunicação eu teria zero nas pesquisas e não 80% de bom e ótimo que nós temos nesse país.Eu companheiros e companheiras, sou um homem que agradeço a Deus pela generosidade que Ele teve comigo. E agradeço a vocês porque um dia, vocês tiveram a mesma consciência que a maioria negra da África do Sul teve ao eleger um negro que representava 26 milhões de pessoas, sendo dominados por 6 milhões de brancos, vocês um dia tiveram a mesma consciência que os negros da África do Sul que elegeram Nelson Mandela para presidente da República daquele país depois de 27 anos de cadeia. Vocês tiveram consciência de eleger um metalúrgico, que tinha perdido muitas eleições por ser igual a maioria do povo, e o povo não acredita que seria capaz de dar a volta por cima, o povo não acreditava porque nós aprendemos a vida inteira que nós éramos seres inferiores, e pra governar esse país tinha que ser usineiro; tinha que ser fazendeiro; tinha que ser advogado; tinha que ser empresário; tinha que ser doutor e mais doutor. Um igual a g ente não poderia governar o país. Nós não sabemos governar. Muito menos um coitado de um bancário (referindo-se a Zeca do PT). Se coloca no seu lugar bancário, porque este país é pra ser governado por banqueiro e não por bancário. Se coloca no seu lugar mulher, porque este país é pra ser governado por homem e não por mulher. Se coloca no seu lugar metalúrgico, porque este mundo não é pra ser governado por aqueles que moram no andar de baixo, mas por aqueles que moram no andar de cima. É assim que a escola ensinou. É assim que a sociologia ensinou.É assim que nos ensinaram a vida inteira até que um dia, eu lendo um poema de Vinícius de Morais: “um operário em construção”, eu aprendi que um operário poderia dizer não. E quando ele disse não!, a lógica perversa que estava montada nesse país, é verdade que eu perdi três eleições, mas é verdade que eu já ganhei duas eleições seguidas e vamos ganhar a terceira eleição com essa companheira mulher (Dilma) presidente da República".

sábado, 24 de maio de 2008

Mussum Além do Humor

Em 1977 estreava na TV Globo o programa humorístico “Os Trapalhões”. O quarteto formado por Didi Mocó (Antônio Renato Aragão), Dedé Santana (Manfried Sant’Anna) , Zacarias (Mauro Faccio Gonçalves) e Mussum (Antônio Carlos Bernardes Gomes), foi um dos maiores sucessos da televisão brasileira. Além do programa semanal que ia ao ar todos os domingos às 19 horas, eles protagonizaram diversos filmes, a maioria com recordes de bilheteria do cinema nacional. O reinado durou até o final da década de oitenta. Em 1990, com a morte de Zacarias, o quarteto perde um dos seus membros mais carismáticos e, sem ele acaba o “fôlego” do grupo.

No início dos anos noventa, o grupo ainda fica no ar, todavia, não manteve a mesma performance dos tempos em que Zacarias fazia parte. O golpe de misericórdia se dá em 1994 com a morte do grande Mussum. Embora Renato Aragão ainda tentasse manter a marca “Os Trapalhões” em atividade, sem Mussum e Zacarias o grupo nunca mais seria o mesmo. O interessante é que dois não tinham o mesmo destaque que Didi e Dedé, todavia, sem eles o grupo perdeu a sua essência. Caetano Veloso, traduziu muito bem a importância de Zacarias para o grupo na canção “Jeito de Corpo”: “Sou Zacarias, carinho/ Pássaro no ninho/Qual tu vê na tv.

O primeiro filme dos Trapalhões foi realizado em 1965 e contava apenas com a dupla Didi e Dedé. Com a formação clássica (que contava ainda com Mussum e Zacarias) foram realizados 23 filmes do período de 1978 a 1990. Mais de 120 milhões de pessoas já viram filmes dos Trapalhões, sendo que sete filmes estão na lista dos dez mais vistos da história do cinema nacional brasileiro.
Além das produções cinematográficas dos Trapalhões, foram lançados muitos discos com as trilhas sonoras dos respectivos filmes. A maioria com bons índices de vendagem.

Fiz esta pequena introdução para contextualizar o quarteto humorístico e destacar a figura do incrível Antônio Carlos Bernardes Gomes, o Mussum. Esta semana eu estava ouvindo a Rádio Web Boca Livre (www.radioweb.bocalivre.org) e tocou um samba do grupo “Os Originais do Samba”, do qual Mussum fez parte. Sempre que ouço as músicas do grupo fico bastante impressionado com a qualidade do grupo. Quando eu era criança eles foram bastante executados na rádio Difusora de Jataí, a única que havia em minha cidade. Entretanto, os programadores só tocavam os “grandes sucessos”, como: “A Dona do Primeiro Andar” e “Tragédia no Fundo do Mar”.

Só fui conhecer a discografia do grupo quanto me mudei pra Goiânia e passei a comprar discos usados nos sebos que começaram a surgir na cidade. Aí sim pude constatar que o grupo era, realmente, muito talentoso. Eu tinha dúvidas porque pensava que eles haviam feito sucesso devido à utilização da imagem super popular do Mussum. Mas a verdade é que eles já estavam na estrada desde o início dos anos sessenta e, portanto, tinham uma carreira de sucesso muito antes do Mussum integrar “Os Trapalhões”.

Outra observação muito importante com relação à obra dos Originais do Samba é o fato de muitas de suas composições terem uma pitada de humor. Certamente, dentro da concepção da moderna música brasileira surgida no final dos anos cinqüenta, eles foram precursores das criações com toque de humor, algumas delas com enfoque sexuais, como a própria “Pela Dona do Primeiro Andar”, que gera uma cacofonia já junção das palavras “pela” e “dona”, sugerindo “peladona do primeiro andar”. Claro que era algo sutil e até certo ponto infantil se comparados com os “créus” e tchãs”, absolutamente pornográficos.

Os Originais do Samba tocaram com grandes nomes da música brasileira, como Chico Buarque, Elis Regina, Jair Rodrigues, Vinicius de Moraes, Baden Powell e mundial, como Earl Grant. Excursionaram pela Europa e Estados Unidos, e foram o primeiro conjunto de samba a se apresentar no Olympia de Paris.
Alguns de seus maiores sucessos são Tá Chegando Fevereiro (Jorge Ben/ João Melo), O Lado Direito da Rua Direita (Luiz Carlos/ Chiquinho), A Dona do Primeiro Andar, O Aniversário do Tarzan, Esperanças Perdidas (Adeilton Alves/ Délcio Carvalho), E Lá se Vão Meus Anéis (Eduardo Gudin/ P.C. Pinheiro), Tragédia no Fundo do Mar (Assassinato do Camarão) (Zeré/ Ibrahim), Se Papai Gira (Jorge Ben), Nego Véio Quando Morre.

O grupo “Os Originais do Samba” é, com toda certeza, um dos maiores grupos de samba do país que inventou esse ritmo. Daí o motivo deu escrever esse texto e enfatizar a importância dos “Originais do Samba”, bem como, ressaltar a contribuição do Mussum para a cultura brasileira. Em tempos dos “Exalta Sambas” da vida, o grupo que Mussum fez parte é, efetivamente, de outra praia. A música deles, definitivamente, não faz parte desse “arsenal” descartável que tomou conta da mídia brasileira. Os Originais do Samba são, essencialmente, originais, e, portanto, atemporais e imortais.

Então, fica aqui a dica para aqueles que amam a música brasileira de qualidade que mantém a sua força, independente do tempo. Para encerar, cito um trecho do samba “Fina Batucada”, autoria de Rodrigo Carvalho e Fred Camacho, interpretada pelo jovem e talentoso grupo de samba carioca “Galocantô”:

“Vamos conquistar a nossa glória
Escrever a própria história
Nosso samba é imortal”

Viva o samba e a memória dos nossos grandes sambistas. Viva Antônio Carlos Bernardes Gomes, o inesquecível Mussum. Ele, com certeza tem uma poltrona virtual pra repousar o seu “forevis” entre os grandes de nossa música. (Forevis, sinônimo de bunda, uma das muitas expressões inventadas por Mussum, além da inserção do “is” no final das palavras. Praticamente tudo que ele dizia terminava com “is”.

“Finzis!”

Marquinho Carvalho

domingo, 13 de abril de 2008

"E Agora, Josés"?

Fazendo alusão ao clássico poema “E Agora José?”, de Carlos Drummond de Andrade, pergunto aos vários “Josés” da política jataiense, ou melhor, aos vários “Manés”, que alardearam aos quatro cantos que o Partido dos Trabalhadores apoiaria a candidatura do atual prefeito de Jataí, Fernando Peres, depois que a sua tese saiu perdedora no encontro do PT do último sábado, que definiu por candidatura própria do partido nas próximas eleições.

E agora, José?
A festa acabou,
a luz apagou,
o povo sumiu,
a noite esfriou,
e agora, José?
e agora, Você?
Você que é sem nome,
que zomba dos outros...”

“E agora Josés?”, teleguiados do prefeito que se mobilizaram durante vários meses para que o PT viesse apoiar a candidatura do prefeito das CPIs, o que vão dizer ao patrão para justificar a derrota? Onde será que vocês erraram na estratégia para convencer aos companheiros do PT a entregarem o partido nas mãos do prefeito que maculou a história política de Jataí?

E o próprio prefeito falastrão, que anunciava, categoricamente, em todas as suas entrevistas, que o PT já era seu aliado nas eleições de outubro. Então, senhor prefeito, onde está o apoio do PT? O que aconteceu de errado?

E a imprensa "chapa branca", feita por essa gente que se especializou em produzir revistas para amaciar o ego da elite provinciana, esses ditos “jornalistas” que nunca se sentaram num banco de universidade no comunicação social e que se auto-proclamam os arautos da informação, tipo o site Imagem Goiás, que publicou a seguinte matéria no dia 8 de abril:

“Tá definido! PT de Jataí vai de Fernando Peres na eleição de outubro próximo. Quem garante é o presidente do Partido, Nildo Gouveia. Reunião é sábado, dia 12. A reunião para sacramentar o apoio a atual administração será no sábado, 12 de abril, na Câmara Municipal”.O presidente petista espera a presença maciça dos membros do partido para fazer uma grande festa e já começar o trabalho com vistas à eleição de outubro.”

E agora, o que os responsáveis por esse medíocre “veículo de desinformação” vão dizer aos seus leitores? Vejam vocês, que o site Imagem Goiás, mostrava toda sua confiança na coligação entre o PT e o partido do prefeito afirmando logo na chamada da matéria: “Tá definido!”, confiando apenas no depoimento do senhor Nildo Gouveia, que foi apresentado pelo site como presidente do PT, quando na realidade, esse senhor é apenas vice presidente do partido. Por aí, vocês podem constatar o nível desse “jornalismo chapa branca” de vigésima categoria.

No meu artigo anterior, “O PT e as Coligações Desastrosas”, eu comentava que havia um indivíduo que se diz petista e que posara junto com prefeito de Jataí, hipotecando o apoio do PT nas próximas eleições. Na oportunidade, eu alertava que, certamente, ele não conhecia o histórico Partido dos Trabalhadores, que sempre priorizou o debate nas suas bases para se tomar uma decisão importante. Frizei também que era necessário que o prefeito soubesse que, nós, petitas históricos, não seríamos seus “badecos” nas próximas eleições. Afirmei, categoricamente, que temos um nome a zelar e não iríamos atrelar a nossa sigla petista com uma administração que envergonha a maioria da população jataiense.

Portanto, diante da reprovação da tese de coligação com o atual prefeito, nós que defendemos a ética na política, fizemos sim, uma grande festa, porque livramos o PT de um constrangimento total diante da comunidade jataiense e de uma mácula em nosso histórico político que jamais seria apagado, caso, tivéssemos que apoiar a atual “falta de administração” nas próximas eleições.

Viva a ética na política! Viva os companheiros petistas que garantiram a nossa integridade moral!
Então, pergunto mais uma vez: “E Agora, Josés”???

Marquinho Carvalho

Publicada também no site: http://www.bocalivre.org/

sábado, 12 de abril de 2008

O PT Jataiense e as Coligações Desastrosas

Aproximando o período das eleições municipais em todo País, começam também as articulações políticas em busca das coligações partidárias com vistas ao próximo pleito eleitoral. Trata-se de uma prerrogativa natural do regime democrático. Entretanto, é um momento bastante delicado, afinal, uma coligação equivocada pode afundar as pretensões eleitorais de uma determinada legenda.

Nesse sentindo, gostaria de fazer uma análise histórica das coligações do Partido dos Trabalhadores de Jataí nas últimas duas eleições municipais. De antemão, adianto, foram todas catastróficas do ponto vista político eleitoral.

A primeira, em 2000, o partido decidiu apoiar a candidatura de Mauro Antonio Bento. Os “gloriosos” companheiros quiseram subverter as leis da química, tentanto misturar água e óleo. Evidente que tal mistura jamaais seria concretizada efetivamente. Faço essa afirmação porque o ex-prefeito e deputado Mauro Bento sempre pautou a sua história política pela postura centralizadora e populista. O PT, pelo contrário, construiu a sua história calcado nos debates em suas bases, portanto, descentralizando as decisões. O “populismo”, por sua vez, é uma tática eleitoral personalista que não condiz com a conduta do Partido dos Trabalhadores, que prioriza o debate de idéias e não o culto à personalidade de seus lideres. Como se isso não bastasse, o segundo mandato de prefeito do então candidato Mauro Bento, havia sido uma lástima. Sendo assim, a coligação foi, como eu costumo denominar: “um tiro no pé”. O partido entrou naquela campanha ferindo seus princípios fundamentais.

Como historiador, sempre acreditei que as experiências históricas nos servissem como lições para futuras empreitadas. Todavia, pelo visto, o PT de Jataí não é muito chegado a uma análise de sua história para projetar suas ações. Digo isso porque, em 2004, novamente, o partidio fez uma coligação desastrosa.

Desta vez o PT se alinhou ao PMDB. Embora o ex-prefeito Humberto Machado tivesse feito uma administração que agradara bastante à população jataiense, a coligação não foi muito bem aceita no “ninho” do PMDB e, muito menos, pelos companheiros petistas. Resultado, o partido saiu dividido para o pleito eleitoral e não contribuiu, efetivamente, com a candidatura pemedebista, que acabou perdendo as eleições. Lembrando que os candidatos a vereador pelo PT ficaram “amordaçados” no palanque do candidato Alcântara, pois durante oito anos a vereadora Bia havia feito uma dura oposição à administração de Humberto Machado e, de um momento para o outro, tornou-se sua aliada. Então, as críticas que deveriam ser feitas pelos candidatos do PT, acabaram não sendo ouvidas pela população e, diante dessa omissão, não conseguimos eleger nenhum vereador, perdendo, inclusive, a nossa vaga na Câmara Municiapal, ocupada, até então, pela vereadora Bia, que optou por sair como candidata a vice-prefeita na chapa do PMDB.

Agora, observem bem a “cegueira” política e histórica de alguns membros do PT jataiense. Para as próximas eleições, qual a postura que você, eleitor, imaginaria do Partido dos Trabalhadores? Penso que todos apostariam numa nova coligação com o PMDB ou, na pior das hipóteses, lançando mão de uma candidatura própria. Entretanto, o que se anuncia pelas articulações de um grupo dentro do PT, que se alinhou ao atual prefeito Fernando Peres, é a tentativa de apoio à sua reeleição. Então, vejam vocês, o que no passado foi “um tiro no pé” para o futuro petista em Jataí, agora, certamente, será o próprio suicídio político através da “forca”. Antes, com o pé dilacerado, o partido ainda teve forças para se reeguer e continuar sua caminhada. Todavia, creio que ninguém sobreviva com o pescoço estrangulado.

Nesse ponto, faço a pergunta que não pode calar: quais as motivações desse grupo que se denomina de petistas (não o são!), para apoiar uma administração envolvida em dois processos de CPI que foram impedidos pelos vereadores da situação e que, em quase quatro anos, não executou nenhuma obra significativa para a cidade? Esse senhor que alguns ditos petistas querem apoiar, entrará para a história política de Jataí como protagonista de uma de suas piores administrações. Portanto, caso o Partido dos Trabalhadores entre nesse “barco totalmente furado”, estará, definitivamente, enterrando seu futuro político em Jataí.

Como petista histórico, fico até constrangido e, por que não confessar, enojado, quando vejo o atual prefeito falando abertamente que terá o apoio do PT de Jataí, quando, essa decisão ainda não foi submetida à apreciação dos verdadeiros petistas. Tem indivíduo que se diz petista e que posou junto com o prefeito, hipotecando o apoio do partido nas próximas eleições. Essa pessoa, certamente, não conhece o histórico partidário do PT que sempre priorizou o debate nas suas bases para se tomar uma decisão importante. Portanto, é necessário que o atual prefeito saiba que, nós, petistas históricos, não seremos seus “badecos” nas próximas eleições.

O prefeito, que, certamente, deve ter se acostumado a ver todos os seus pedidos serem prontamente atendidos por seus assessores, deve estar imaginando que todos os petistas são da mesma estirpe dos que estão ao seu lado. Mas saibam, caros jataienses e o próprio senhor prefeito, que o quadro do PT tem muitos companheiros coerentes com a história do partido, e estes saberão muito bem dizer não à essa desonrosa coligação. Temos um nome a zelar e não vamos atrelar a nossa sigla petista com uma administração que envergonha a maioria de nossa população jataiense.

Marquinho Carvalho
www.bocalivre.org

sexta-feira, 28 de março de 2008

Memória "Tombada"


(Clique sobre a imagem para ampliá-la)

Na clássica canção Sampa, de Caetano Veloso, há um verso que diz: “da força da grana que ergue e destrói coisas belas”. O poeta cantor se refere, obviamente, ao poder do capital moldando as paisagens.

Em Jataí a frase deveria se adaptada: “a estupidez humana que destrói coisas belas”. Refiro-me às constantes destruições do patrimônio histórico de Jataí. Apesar de termos uma lei em nosso município que regulamenta a preservação de nossa memória através da manutenção de casarões antigos e prédios públicos que mantém a sua arquitetura original, verificamos, ano após ano, o desaparecimento desses imóveis.

A maioria dos prédios históricos são particulares e, os seus proprietários, constatando a valorização do terreno, tratam de derrubá-los para conseguir um bom dinheiro com a venda da área. Repito, apesar da lei, que parece ter sido elaborada para “inglês ver”, percebemos que ela é ignorada e os prédios que foram tombados como patrimônio histórico são, literalmente, “tombados”, ou seja, derrubados. A punição aos proprietários que descumprem a lei é irrisória, portanto, incentivam as ações criminosas.

Quando nos deparamos com essas ações que estão destruindo a nossa memória coletiva ficamos bastante desapontados. Persistindo esse processo destruidor, infelizmente, as futuras gerações não terão oportunidade de conhecer as concepções arquitetônicas dos nossos antepassados.

Mas o pior de tudo isso é quando constatamos que a iniciativa da destruição dos monumentos históricos não estão partido somente da iniciativa privada. Lamentavelmente, percebemos que o próprio estado que, deveria ser o guardião da lei e garantir a preservação do patrimônio histórico, torna-se um dos responsáveis pela sua destruição.

Pode ser ainda pior? Como diria o meu amigo Rangel, maranhense: “barco perdido, bem carregado”. Na qualidade de professor, é constrangido que afirmo positivamente a indagação que fiz. Por que faço esta afirmação envergonhado? Ora, vejam vocês que, a escola, que deveria ser o mais forte aliado nessa campanha de preservação de nossa memória, mostrando aos nossos alunos a importância desses monumentos para as futuras gerações, acaba se tornando um dos agentes da destruição do patrimônio histórico.

Foi o que aconteceu no Colégio Marcondes de Godoy. O prédio histórico que fica na rua Rui Barbosa, ao lado da praça Tenente Diomar de Menezes, teve parte do seu muro derrubado para a instalação de uma estrutura tipo “pit dog”. Vale ressaltar que a escola ficou fechada durante vários meses para uma ampla reforma em suas instalações onde foram mantidas todas as características arquitetônicas originais, afinal, o prédio é tombado pelo patrimônio histórico. Foi investido muito dinheiro público para trazer às novas gerações a beleza original do período em que o prédio foi inaugurado. Portanto, a Colégio Marcondes de Godoy, localizado no centro da cidade, tornou-se um cartão postal para os jataienses e um belo exemplo do trabalho humano em favor da preservação de nossa memória.

Agora, numa atitude tosca e desrespeitosa com a comunidade, parte do muro veio abaixo para a instalação de um ponto de comércio em seu lugar. A fachada do edifício, extremamente linda, e que conduzia o nosso olhar e nossa imaginação, como num passe de mágica, para meados do século passado, agora nos arremessa para uma espécie de terrível pesadelo estético, retrato vivo desse famigerado mundo globalizado. Ou melhor, tradução literal da estupidez humana!

domingo, 23 de março de 2008

"Os Melhores Prefeitos do Brasil"


Assim fica fácil. Basta você pagar e será relacionado entre os melhores em qualquer atividade e, como reconhecimento, terá seu nome publicado numa revista de circulação nacional. (CLIQUE SOBRE A IMAGEM PARA AMPLIÁ-LA)
Pois foi isso que aconteceu com a tal publicação dos "Melhores Prefeitos do Brasil" que foi publicado na revista Carta Capital como informe publicitário, edição nº 478. A empresa Kriação Propaganda distribuiu aos prefeitos de todo Brasil um folder para que os interessados pagassem o valor de um mil e quinhentos reais para constarem numa suposta pesquisa que apontaria os "melhores prefeitos do País". Na maioria absoluta das cidades que tiveram seus prefeitos "eleitos" entre os melhores, não se indentificou ninguém que tivesse respondido a nenhuma pesquisa com esse fim. Portanto, o négocio foi: "pago, logo, estou entre os melhores prefeitos do Brasil".

Isso me lembra os antigos concursos de rainhas de festas em que a garota que vendesse mais bilhetes, seria eleita a rainha da respectiva festa. A única diferença, no caso dos "melhores prefeitos do Brasil" bastaria apenas o pagamento da bagatela mencionada no folder e "correr pra galera".
A expressão futebolística deverá apenas ser adaptada. "Correr pra galera" para os prefeitos que tiveram seus nomes relacionados, variou nas diversas cidades. Alguns espalharam faixas pela sua cidade com o resultado da suposta pesquisa, outros trataram de divulgá-la em altdors. Tiveram os que optaram pela divulgação em carros de som e os que escolheram jornais, rádios, tv e revistas de sua cidade. Todos, porém, valorizaram bastante os mil e quinhentos reais. Afinal, como está escrito no tal folder que insite com os prefeitos que não pagaram pela primeira publicação: "será a última oportunidade de mostrar sua eficiência como gestor público. Se isto é importante em qualquer tempo, imagine em ano eleitoral".

Publiquei a repercussão dessa notícia no site http://www.bocalivre.org/ no dia 22 de fevereiro com o título: "Os Melhores Prefeitos dos Brasil". A tal publicação que saiu como informe publicitário na revista Carta Capital rendeu muita indignação dos leitores fiéis da revista. Tanto que estava prevista uma segunda edição da tal lista dos "melhores prefeitos", mas a revista desisitiu da idéia.

Marquinho Carvalho